EMMY GOES TO....

A noite de gala da tv trouxe surpresas e barbadas e, no geral, acho que saíram todos satisfeitos. Só não gostei do palco, estilo arena, onde apresentadores e premiados falavam de costas para uma parte da platéia. Além disso, aquele fundo cheio de gente poluía visualmente a imagem na tv: de longe era lindo, mas de perto....
Na categoria Drama venceu como Melhor Série A Família Soprano. Tendo acabado de exibir sua última temporada, era uma das barbadas da noite e foi homenageada com um número musical e teve todo seu elenco no palco aplaudido de pé. Momento bonito.
Ainda em Drama, a Melhor Atriz foi Sally Field por Brothers & Sisters, que estréia em outubro no Universal e, segundo meu informante da Matriz, não posso perder, embora não seja o tipo de série que costumo acompanhar. Melhor Ator Coadjuvante para Terry O’Quinn, o Locke de Lost, usando a camisa mais cheguei da noite em rosa choque brilhante. Merecido prêmio, pois Terry sempre faz diferença nos papéis que interpreta, sendo um dos melhores em Lost.
Não acompanho comédias, mas a favorita da noite, Ugly Betty, que o Sony apresenta a partir de novembro, perdeu para 30 Rock, também exibida pelo Sony. Em compensação levou Melhor Atriz de Comédia com América Ferrera. O Melhor Ator ficou com Rick Gervais por Extras. Não conheço a série, mas este ator é espetacular. Lembro de uma participação que fez em Alias. Era apenas uma participação, mas ele deu show.
Na categoria Melhor Reality Show de Competição, ganhou mais uma vez o meu querido Amazing Race. Clap, clap, clap.
Heroes, a série mais badalada da temporada, não ganhou nada. Concorria em categorias disputadas: Melhor Drama e com Masi Oka como Coadjuvante em Série Drama. Complicado, pois o personagem por ele interpretado era o mais cômico da série, além do embate com gente de peso como Terry O’Quinn e Michael Emerson (Lost) ou ainda William Shatner (Boston Legal). Talvez se houvesse a categoria Melhor Série de Ação ou Aventura, Heroes tivesse levado. Mas também acho que se tivesse esta categoria, Jack Bauer seria imbatível (literalmente falando...rs).
Falando em Jack Bauer, Kiefer Sutherland apresentou o prêmio de Melhor Ator Minissérie ou Filme e abriu um sorriso feliz e orgulhoso ao anunciar a vitória de Robert Duvall por Broken Trail.
Momento fashion: as estrelas abusaram dos tomara-que-caia e dos decotes, alguns iam até a cintura. Com esta profusão de colos à mostra, senti falta de belos colares: vi poucas atrizes usando. Ou jóia deixou de ser investimento ou as joalherias não se dispuseram a emprestar (rs).
Melhores discursos da noite: Terry O’Quinn, dizendo que, às vezes, quando está na selva (em Lost) preferia estar fazendo biscoitos em Wisteria Lane (Desperate Housewives) e James Spader, dizendo ao receber a estatueta de Melhor Ator Drama, que estava se sentindo como quem rouba da Máfia, ao tirar o prêmio de James Gandolfini, que concorria por Família Soprano.
Deixei por último o terceiro prêmio recebido por James Spader por seu excelente Alan Shore, em Boston Legal. Alan Shore, junto com o Dr. House e Gil Grissom, é um dos raros personagens brilhantes que habitam as séries. Um advogado que se comporta de maneira politicamente incorreta pra alcançar o que considera justo e usa e abusa da sutileza ao expor os conceitos e preconceitos da sociedade americana. Um personagem tão inteligente e instigante precisava de um ator à altura. E tem: James Spader. Seria Alan Shore o personagem que é sem a interpretação de Spader? Difícil. Adoro James Spader desde Sexo, Mentiras e Videotape, filme que recebeu indicações pra tudo que é prêmio e levou vários, incluindo a Palma de Ouro em Cannes. Por seu desempenho no filme, Spader levou como Melhor Ator no Festival de Cannes e recebeu indicações para outros prêmios pelo mesmo papel. Ao vê-lo receber a estatueta com um dos melhores discursos da festa, fechei minha noite com chave de ouro.

Reprise do Emmy – Sony – dia 23/09 – 20 horas
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